O primeiro longa metragem de ficção da história do cine costarriquense veio apenas em 1930, com o italiano Albert-Francis Bertoni, diretor de El Retorno. Com uma produção fílmica historicamente pouco farta, ela ganhou um alento na década de 1970.

Primeiro em 1973, com o apoio da Unesco, quando criou-se o Departamento de Cinema, ligado ao Ministério da Cultura, Juventude e Esportes. Nesta fase, de 1973 até 1976, tinha como principais temas problemas sociais vividos na época, como o alcoolismo, a desnutrição e a dependência dos interesses estrangeiros. Em 1977, é criado o Centro Costarricense de Producción Cinematográfica (CCPC), a partir de quando a maior parte dos filmes começa a trabalhar com temas da cultura popular e programas de desenvolvimento do governo, como a trilogia feita para mostrar a criação do Instituto Costarricense de Electricidad (ICE).

Em 1980, começa uma crise no país, que dificulta a continuidade da produção cinematográfica. No mesmo ano, contudo, vem “a primeira aproximação ao problema do musical, ou dança filmada”. Juan Santamaría (1980), de Patricia Howell, é um curta metragem de 11 minutos, com uma dança “que comemora a façanha do herói nacional da guerra de 1856, por meio dos símbolos: a morte, o fogo, o povo” (ibidem).

Em 2003, na Universidad Veritas, é inaugurada a primeira escola de cinema e televisão do país (CORTÉS, 2005). Hoje existem ainda a Escuela de Ciencias y Comunicación Colectiva, a Licenciatura en Realización y Producción Audiovisual da Universisad San Judas Tadeo, o Centro de Tecnología y Artes Visuales, Centro de capacitación técnica en producción audiovisual del Instituto Nacional de Aprendizaje (INA) e o Programa Identidad Cultural, Arte, Tecnología (ICAT) da Universidad Nacional. No entanto, na área de cinema musical, a Costa Rica ainda produz poucos filmes. Nos últimos cinco anos, a produção é limitada a dois filmes. Iron Girls 2 – Imagina (2010), dirigido por Adrian Cordero e Roberto Peralta, uma colagem de vários filmes curtos que mostram amor entre mulheres. Já Los Vargas Brothers (2012), um documentário de longa metragem, sobre a história da banda de rock, de mesmo nome, dos irmãos Eduardo, Juan e Eddy Vargas Quesada, dirigido e produzido por Juan Manuel Fernandez.

Um pouco sobre esses filmes, e sobre as circunstâncias e dificuldades envolvidas na produção deles, que pretende-se abordar em textos futuros.


Victor Mota e Leando Afonso

Referências:

CORTÉS, María Lourdes. La pantalla rota. Cien años de cine en Centroamérica. México, Taurus, 2005.

Órgãos Representativos

Centro Costarricense de Producción Cinematográfica – www.centrodecine.go.cr


Bancos de Dados

Prezi – prezi.com/lipas2q-prxe


Blogs, Sites e Publicações

Culturacr – www.culturacr.net/cine