Honduras possui uma história cinematográfica de reduzida expressão, quando colocada ao lado de outros países latino-americanos. O país produziu seu primeiro curta-metragem em 1962: Mi Amigo Angel, do diretor Sami Kafati. Sami dirigiu inúmeros filmes, dentre eles, o primeiro longa-metragem No hay tierra sin dueño (2002), seu filme mais importante, que somente foi finalizado depois de sua morte, em 1996. Além deste, Kafati foi diretor de fotografia de obras cinematográficas em outros países, como Utopia (1972), do chileno Raul Rutz.

Honduras teve seu departamento de cinema criado pelo Ministério da Cultura, Turismo e Informação em 1972. Para Paranaguá (1984), não é possível se pensar no Cinema da América Latina dissociado do Estado, o qual era o único capaz de se impor diante da ‘invasão estrangeira’. A crescente produção cinematográfica do país foi resultado de realizações do Estado e de Universidades nas décadas de sessenta e setenta, de acordo com King (1994). O país tem incipiente produção cinematográfica, o que justifica que, das 14 obras que o IMDB menciona, nenhuma seja musical.

Marise Urbano

Referências:

História Del Cine Hondureño. Disponível em: blogcineinforma.blogspot.com.br

Portal do IMDb, disponível em: www.imdb.com. Acesso em 19/05/2015.

Sami Kafati, un viaje a su historia en el cine hondureño. Disponível em: www.elheraldo.hn

PARANAGUÁ, Paulo Antonio. O Cinema na América Latina:  Longe de Deus e perto de Hollywood, L&PM, Porto Alegre, 1984.

KING, John. EL CARRETE MÁGICO: Una historia del cine latinoamericano. TMEditores, Bogotá, 1994.